Pra quem trabalha com energia solar no Brasil, dois lugares decidem o que vai estar no telhado do cliente daqui a dois anos. Brasília, onde a regra é escrita. E São Paulo, onde o financiamento é aprovado e onde a tecnologia chega antes de chegar em qualquer outro lugar do país.
Em agosto, a LIV foi ao segundo. Erick Lima, diretor comercial; Pedro, engenheiro; Luiz, que produz o conteúdo da empresa; e um dos sócios. A agenda tinha três blocos: o Mega Summit da Solfácil, no dia 24; o escritório da Solfácil e a visita a um cliente industrial, no dia seguinte; e a Intersolar South America, a maior feira de energia solar da América Latina, no terceiro dia.
O motivo cabe numa frase do próprio vídeo: quem lidera o mercado está dizendo que ele vai pra bateria e pra mercado livre, e remar contra isso custa mais caro do que se antecipar. O que segue é o que cada dia rendeu, e o que isso muda na decisão de quem está pensando em instalar agora.
- 0:00Por que a LIV foi a São Paulo
- 8:46Mega Summit Solfácil: contato direto com quem decide o mercado
- 11:49Solfácil Smart: o app que comanda o inversor e o carro elétrico
- 14:35Uma bateria residencial funcionando
- 17:11Thalice, da Solfácil: como a LIV cresceu na plataforma
- 20:45Intersolar South America
- 23:08Antes de assinar, conheça o que vai estar na sua casa por 20, 30 anos
Dia 1: o Mega Summit, e a frase que organizou a viagem
TL;DR
O que se apresenta nesse palco em 2026 é o que chega no projeto do cliente em 2027 e 2028: bateria como parte do sistema, tarifa que muda com a hora do dia e a possibilidade de escolher de quem se compra energia. A regra ainda está sendo escrita. O projeto que você fecha hoje já pode ser desenhado pra ela.
O Mega Summit é o evento anual da Solfácil, a plataforma que financia e distribui equipamento pra integradoras de energia solar no país inteiro. Num dia só, a LIV teve acesso a gerentes regionais e nacionais, à diretoria financeira e ao time técnico da empresa, além de integradoras que vendem sistemas muito maiores que os nossos e que já instalam bateria pra comércio e indústria.
A frase que organizou o dia veio do fundador, Fábio Carrara: a Solfácil quer ser a maior empresa de energia do Brasil, e não de energia solar. A diferença parece de vocabulário, mas é de modelo. Energia deixa de ser um produto que o cliente compra uma vez e passa a ser um serviço que alguém administra pra ele ao longo do tempo. Bateria, tarifa por hora, carro elétrico e mercado livre são a mesma decisão vista de quatro lados.
A parte regulatória desse palco a gente já escreveu, com número e fonte, no artigo O que muda na sua conta de luz até 2028. Aqui interessa o outro lado: o que a tecnologia apresentada lá faz na casa de quem instala.
O sistema que pensa pelo cliente
A demonstração mais visual do dia foi a do Solfácil Smart, aos 11:49 do vídeo. É um sistema que lê geração, consumo da casa, bateria e carro elétrico numa tela só, e comanda o inversor a partir disso. Na demonstração, o operador liga o modo automático e o sistema decide sozinho: interrompe o carregamento do carro, prioriza o consumo da casa e, quando sobra energia, exporta pra rede.
O argumento do apresentador é o que mais importa pra quem vai morar com o sistema: o cliente não quer entrar no aplicativo pra mudar de modo. Ele precisa de algo que pense por ele e cumpra a tarefa. Quando a tarifa passar a variar com a hora do dia, essa decisão automática de quando consumir, quando guardar e quando exportar é o que separa um sistema que se paga de um que só gera.
Pra LIV, o que sai daqui é formação. Erick Lima resume no vídeo: a função dele ao voltar pra Natal é transformar o que foi visto em treinamento pra instaladores, engenharia, comercial e pós-venda, pra que o cliente sinta a diferença na ponta.
Dia 2: dentro da Solfácil, com quem aprova o financiamento
Grande parte dos projetos da LIV é financiada pela Solfácil. Quem aprova o crédito, define as condições e libera o equipamento é o time que a equipe foi visitar no segundo dia, a convite de Thalice, gerente comercial da área de grandes contas, e de Felipe, o gerente regional que abriu as portas da plataforma pra LIV desde o começo.
O depoimento dela, aos 17:11, é o retrato de fora. A Solfácil conheceu a LIV em fevereiro de 2026. O time de grandes contas existe pra identificar integradoras com potencial e ajudá-las a crescer dentro da plataforma, e foi o que aconteceu: treinamento pros vendedores, ferramentas liberadas, ajuste no discurso de venda. Nas palavras dela, pegaram uma pedra que já era preciosa e deram uma lapidada.
TL;DR
O que a LIV foi perguntar a quem financia: condições de crédito, o que a plataforma enxerga como eficiência comercial e como isso vira retorno mais rápido pro cliente. Seja à vista, no cartão ou financiado, o objetivo do projeto é o dinheiro investido voltar o quanto antes, e a informação de quem aprova o crédito é parte do dimensionamento.
No escritório também tinha uma bateria residencial funcionando, e ela explica em 30 segundos o que artigo nenhum explica tão bem. A string dos módulos entra direto na bateria. Ela converte a energia e alimenta a casa na hora; o que sobra, em vez de ser injetado na rede, fica guardado. Quando o sol acaba, a casa passa a consumir da bateria. Pra quem mora em área rural, onde a produção do dia coincide com o horário em que ninguém está em casa, é a diferença entre exportar barato e usar a própria energia à noite.
A visita a um cliente industrial fechou o dia: uma fábrica de carburadores em São Paulo que quer um sistema pra planta inteira. Por pedido dos sócios da empresa, esse projeto fica fora das câmeras até estar instalado e rodando, e aí vira um vídeo próprio.
Dia 3: Intersolar, onde a tecnologia chega antes de chegar no telhado
A Intersolar South America é a maior feira de energia solar da América Latina. Fabricantes, distribuidoras, bancos que financiam, empresas de monitoramento e de tecnologia pra integradoras, tudo no mesmo pavilhão. A LIV usa a feira pra duas coisas: rever quem já é parceiro, do banco que financia o seu sistema à empresa que cuida do monitoramento, e ver o que está chegando.
Tecnologia nova segue uma ordem que vale a pena conhecer. Ela chega primeiro em quem tem escala, fazendas, indústrias, grandes fábricas, e só depois desce pra residência. O que estava nos estandes em 2026 é o que o mercado começa a testar agora e entra de vez em 2027 e 2028: bateria, inversor híbrido, e soluções de retrofit em que, dependendo do caso, o cliente adiciona armazenamento sem trocar o inversor que já tem.
Sobre monitoramento, que foi um dos motivos da visita: todo cliente da LIV tem o acompanhamento da usina incluso. Todo mês, o pós-venda entra em contato com o relatório de geração, e qualquer anomalia aparece no monitoramento antes de aparecer na conta. Quem tem sistema instalado por outra empresa pode comparar: pergunte a um cliente da LIV como é esse contato depois da obra.
O que isso muda pra quem vai instalar agora
A primeira coisa é o dimensionamento. Se bateria vai virar parte do sistema, o projeto de hoje precisa ser desenhado pra recebê-la depois, e quem decide isso é o inversor. Um inversor híbrido, ou um convencional escolhido com essa compatibilidade em mente, custa pouco a mais agora e evita trocar equipamento em 2028. Explicamos a decisão em por que seu sistema deve ser projetado pensando no off-grid e a conta da bateria em energia solar com bateria.
A segunda é o tempo. Esperar a tecnologia nova ficar mais barata parece prudente, mas o encargo sobre a energia injetada na rede sobe todo ano até 2028, e cada ano sem sistema é um ano inteiro de conta de luz paga. Instalar agora com projeto preparado pra bateria resolve os dois lados.
A terceira é a frase que fecha o vídeo. Um sistema solar vai estar na sua casa pelos próximos 20, 30 anos. Antes de assinar com a LIV ou com qualquer outra empresa, vale conhecer o que vai estar no seu telhado, quem vai cuidar dele depois e como a empresa se informa sobre o que vem pela frente. Essa viagem existe por causa da terceira pergunta.
Quer saber como fica o seu caso?
A simulação leva dois minutos e usa a sua conta de luz pra dizer o tamanho do sistema e o retorno esperado. Se o solar não fizer sentido pro seu perfil, ela diz isso também.
Fazer a simulaçãoPerguntas Frequentes
O que é o Mega Summit Solfácil?
É o evento anual da Solfácil, plataforma que financia e distribui equipamento pra integradoras de energia solar em todo o Brasil. Reúne integradores, fornecedores e a direção da empresa. Na edição de 2026, em São Paulo, o tema central foi a passagem de energia solar como produto pra energia como serviço: bateria, tarifa horária, mercado livre e carro elétrico.
O que é a Intersolar South America?
A maior feira de energia solar da América Latina, realizada em São Paulo. Fabricantes, distribuidores, bancos e empresas de monitoramento apresentam o que chega ao mercado brasileiro. O que aparece na feira atende primeiro fazendas e indústrias, e depois chega à residência.
O que a Solfácil tem a ver com o financiamento do meu sistema?
Grande parte dos projetos da LIV é financiada pela Solfácil. É ela quem analisa o crédito, define as condições e libera o equipamento. A aprovação depende do perfil de cada cliente, e por isso a resposta definitiva só existe com a análise feita.
O que é o Solfácil Smart?
Um sistema que lê geração, consumo da casa, bateria e carro elétrico numa tela só e comanda o inversor a partir disso. No vídeo, a demonstração mostra o modo automático decidindo quando carregar o carro, quando priorizar a casa e quando exportar pra rede, sem que o cliente precise mexer no aplicativo.
Vale a pena esperar a bateria ficar mais barata pra instalar energia solar?
Em geral, não. O encargo sobre a energia injetada na rede sobe todo ano até 2028, e cada ano sem sistema é um ano de conta de luz paga por inteiro. O projeto de hoje pode ser desenhado pra receber bateria depois; o que decide isso é o inversor, escolhido no projeto. Quem instala agora com essa compatibilidade não precisa trocar equipamento quando a bateria compensar.
Cliente da LIV tem monitoramento da usina?
Sim, incluso no projeto. O pós-venda entra em contato todo mês com o relatório de geração, e qualquer anomalia aparece no monitoramento antes de aparecer na conta de luz.